O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/05/2019
De acordo com a mitologia grega, o culto à aparência não é uma invenção atual, já que o personagem Narciso morreu por se apaixonar pela própria imagem. Nesse sentido, a obsessão pela padronização corporal é um excesso de valores negativos, por conseguinte, as principais consequências precisam ser analisadas.
Inicialmente, vale ressaltar a imposição do padrão corporal e seus reflexos na vida dos brasileiros. Segundo uma pesquisa comissionada pela marca Dove em 2016, cerca de 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza. Sob tal ótica, a padronização imposta pela mídia está relacionada com o capitalismo, à medida que um indivíduo encontra-se insatisfeito com sua beleza, maior será o consumismo por produtos estéticos, cirurgias plásticas e ginásticas.
Porém, essa conduta acarreta em severos danos para a saúde física e psicológica, pois a obsessão pelo corpo resulta em TAs (Transtornos Alimentares), por exemplo a anorexia, bulimia e vigorexia. Ou seja, a soma das variáveis: influências sociais e conflitos psicológicos estão associados ao desenvolvimento de TAs. Logo, esse exagero sobre a definição de beleza é desumano, porque concebe um caos psicossocial, que pode custar a vida humana, tanto por suicídio levado pela depressão, tanto pela desnutrição.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, cabe aos meios midiáticos, principalmente à televisão e ao cinema promoverem propagandas e filmes que incluam a diversidade corporal, a fim de desconstruir o padrão. Ademais, o MEC (Ministério da Educação) deve integrar maior carga horária na grade curricular de educação física e sociologia sobre a importância da alimentação e os riscos das influências midiáticas, por meio de palestras ministradas por sociólogos e educadores físicos e também a introdução de psicólogos e nutricionistas no ambiente escolar, para que a cultura narcisista não domine a futura geração.