O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/05/2019

O filme “Dumplin”, em português: fofinha, produzido pela Netflix, aborda a história de Willowdean Dickson, uma jovem acima do peso e bastante confiante com o próprio corpo, que decide entrar em um concurso de beleza como forma de protesto. Fora das telas cinematrográficas, infelizmente, as pessoas econtram-se em busca do corpo perfeito possesivamente, seja pelo consumismo, seja por dietas inadequadas, o que torna um problema mundial.

De acordo, com José Saramago, escritor português, há uma cultura de banalização, que tudo é banal e está sujeito ao consumo, expondo o quanto somos persuadidos facilmente. Por consequinte, é necessário compreender, antes de tudo, que os padrões de beleza estiveram presentes a todo o momento. No século XV, por exemplo, o pintor italiano Sandro Botticelli representou uma personagem da mitologia romana, Vênus, no qual incorporava a idealização da perfeição, como símbolo de pureza e renovação. Portanto, inúmeras jovens acreditam que mulheres magras são mais felizes, consumindo cada vez produtos estéticos ou exagero de recursos plásticos.

Além disso, os influenciadores digitais “fitness”, que significa estar em ótima forma física, das redes sociais, apresentam uma vida perfeita em seus perfis digitais, com seus corpos sarados e pouquissímas calorias em suas refeições diárias. Devido a estas referências, diversas pessoas, na maior parte feminina, ficam mais de 24h sem se alimentar, fazem dietas sem acompanhamento de um nutricionista, causando doenças ou desnutrição a própria.

Infere-se, portanto, que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Diante disso, para mitigar essa problemática é fundamental que a mídia, trabalhe com propagandas e campanhas, como “Pela Real Beleza Dove” ou “Selfie”, com objeivo de desafiar jovens a tirarem um autorretrato do que menos gostam em si mesmas e postarem nas redes sociais. Dessa forma, existirá outras Dickson, que amam a si.