O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 12/05/2019

Uma das filosofias do físico Albert Einstein, a qual é mais fácil desintegrar um átomo a um preconceito, encaixa-se, com maestria, ao que se refere padrão de beleza do século XXI. Justifica-se o fato nos elevados índices de casos relacionados ao racismo no ramo estético, provenientes de uma sociedade imoral que ainda conserva os ideais da superioridade dos brancos.

Primordialmente, cabe ressaltar que o racismo sempre esteve presente na humanidade. Na década de 20, por exemplo, o governo brasileiro influenciava a imigração de europeus para estimular o “embranquecimento” da população, e, assim, o país começaria a ascender econômico e socialmente. Entretanto, apesar da Lei 7.716 da vigente constituição, proibir e penalizar casos relacionados ao preconceito étnico, o mesmo ainda encontra-se presente na contemporaneidade. Exemplifica-se o fato na copa de 2014, em que uma torcedora gremista, através de gritos, ofendeu o goleiro Aranha, do time aposto, ao compará-lo a um macaco. Portanto, evidencia-se a necessidade de reajustes ao que se refere educação nos dias atuais.

Ademais, o preconceito étnico relaciona-se diretamente a outro problema recente: os ideais estéticos impostos e propagados pela mídia. No Brasil, um país derivado da miscigenação, as empresas de moda e cosméticos estipulam a pele branca e os olhos claros como perfeição. Segundo o jornal Ultimo Segundo, a título de exemplo, apenas duas negras foram campeãs do concurso anual Miss Brasil, lançado em 1954. Não obstante, a nível mundial, a renomada modelo Naomi Campbell relata que é inegável o fato de levarem sua cor em consideração, uma vez que as outras, de pele branca, encontram trabalho com mais facilidade. Assim, as injustiças oriundas do corpo definido como ideal podem ser definidas na frase do filósofo Paul Valérie, de que o belo é desesperador.

Dessarte, é de vultoso valor que o Ministério do Comércio, em consorte com as empresas relacionadas à estética, façam propagandas televisivas que incluam todos os tipos de físicos, com o fito de evidenciar ao público sobre a grande diversidade brasileira e a importância de sua valorização. Além disso, as escolas devem abordar com maior regularidade em sala de aula o tema racismo, com o intuito de informar os jovens sobre suas injustiças ainda presentes. Desse modo, a nova geração ver-se-ia livre dos velhos ideais racistas, o que, de modo positivo, contradiria o conceito do físico Albert Einstein.