O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 25/05/2019

A cultura dos grupos sociais é dinâmica e se altera com o advento de diferentes formas de comportamento, fato que ocorre com o corpo e a sua idealização em cada época. No entanto, esse culto ao corpo ideal tem se intensificado pela mídia e pela indústria corporal aliadas às pressões da sociedade que distinguem a boa e a má forma.

Em primeira análise, os programas de televisão, os filmes e as revistas abordam uma concepção diferente de corpo ideal, pautada na forma física, na beleza e na aparência. Consequentemente, o ser humano é atraído por essa cultura e negligencia a saúde em favor de atingir o padrão socialmente aceito. Dessa forma, as indústrias de suplementos alimentares enriquecem, vendendo uma ideia falsa de vida saudável e da forma perfeita.

Outrossim, segundo o sociólogo Pierre Bordieu, o corpo é marcado pela diferenciação social, em que a beleza e o vestuário distinguem os indivíduos. A partir dessa ideia, percebe-se que pessoas com determinada forma física têm mais facilidade em obter empregos e outros benefícios que são negados a quem tem mais peso, por exemplo. Por conseguinte, há uma busca desenfreada pela vaidade excessiva, recorrendo a métodos radicais como cirurgias plásticas, pondo em risco a vida humana.

Em suma, a padronização corporal acompanha as mudanças culturais da sociedade e cria indivíduos obcecados por vaidade. Logo, o Ministério da Saúde pode promover campanhas por meio da televisão, das novelas e nos postos de saúde, que mostrem os riscos que a busca excessiva pela beleza ideal provoca no bem estar das pessoas e as doenças que podem causar. Além disso, o CONAR pode fiscalizar as indústrias alimentícias no que tange aos anúncios publicitários, a fim de garantir que cada ser humano tenha seu próprio padrão corporal e que este não o diferencie dos outros.