O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/06/2019

Durante muito tempo na história, o excesso de peso era um padrão de beleza, pois simbolizava a fartura, que era a realidade apenas de nobres, aristocratas e outras pessoas mais abastadas. Hoje a realidade mudou, e o excesso de peso tornou-se um suposto reflexo de descuido com o corpo. Deste modo, criou-se um novo padrão de beleza e naturalmente, pessoas acabam desenvolvendo certos transtornos alimentares em busca dessa perfeição.

Segundo uma pesquisa comissionada pela Dove em 2016, 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir um padrão de beleza, mostrando também que, brasileiras tendem a sofrem mais dessa pressão em comparação com o mundo. Em casos mais extremos, essa pressão se torna uma doença, como é no caso de certos transtornos alimentares como a anorexia, bulimia e vigorexia. Todas originadas pela constante insatisfação com o corpo.

Toda essa insatisfação provém de uma anormal idealização corporal muito presente e influenciado pela mídia. Por exemplo, há uma presença marcante de mulheres muito magras e homens muito fortes em propagandas, desfiles e até em revistas. Essa cultura toda, é evidenciada ao analisar o bullying entre crianças e adolescentes, onde um dos principais motivos dele é a questão de peso corporal.

Portanto, um dos modos de resolver o problema dos transtornos causados pelo esteriótipo do padrão de beleza, é impedir que a mídia continue com essa prática de idealizar o corpo perfeito. Desse modo, por se tratar um caso de saúde pública, o governo brasileiro deve entrar com medidas para regulamentar o conteúdo midiático, para que exista uma diversidade de diferentes tipos de corpo nela. Dessa forma, o padrão de beleza irá, progressivamente, deixar de existir e consequentemente, todos os transtornos e maus que ela traz.