O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 22/08/2019
Em 2014, a cantora norte-americana Beyoncé lançou a canção “Pretty Hurts”, a beleza mata, em português. A música relata os desafios que mulheres enfrentam, a fim de obter a aparência ideal. Da mesma forma, no Brasil, a busca por padrões ainda desencadeiam não somente uma série de problemas psicológicos, mas também, alimentares.
Em primeira análise, vale ressaltar a influência da sociedade e mídia nas construções de estigmas corporais das brasileiras. Desde pequenas, estão sujeitas a imposição de valores estéticos, sejam por meio de revistas ou novelas. Diante disso, mulheres negam suas características e desenvolvem sérias crises de auto estima, que podem evoluir para transtornos psíquicos, tal como a depressão.
Do mesmo modo, o corpo perfeito é visto como alcançável através de dietas rigorosas. Com o intuito de se adequar aos moldes corporais, o público feminino submete-se a exagerados regimes, os quais, a longo prazo, acarretam em distúrbios alimentares, anorexia ou bulimia, por exemplo.
Por tanto, com o intuito de amenizar os impactos do culto a padronização corporal no Brasil, o poder midiático deve, por meio de campanhas, desconstruir estereótipos e mostrar os diversos modelos físicos de beleza para trazer representatividade à sociedade feminina. A escola, por sua vez, deve incitar debates e reflexões sobre a temática, além de promover palestras que enfatizem as diversidades. Feito isso, mulheres e adolescentes crescerão empoderadas, com maior confiança sobre suas formas.