O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/06/2019
No mundo atual, é constante a busca por padrões de beleza impostos pela mídia, mas no Brasil a procura para se ter um corpo perfeito é maior. Nessa direção, as pessoas comprometem a própria saúde nessa jornada e também afetam seus relacionamentos e a sociedade.
Em séculos passados, a pessoa ser gorda era sinal de fartura, com uma visão positiva da sociedade. Porém, com o avanço da medicina, descobriu-se que muitas doenças eram decorridas do excesso de peso, como os distúrbios cardíacos e a obesidade. Dessa maneira, nas últimas décadas, as pessoas passaram a se preocupar mais com o seu corpo para ter uma saúde melhor, com uma maior prática de exercícios físicos e alimentação saudável. Contudo, a mídia em parceria com a indústria fitness começaram a colocar padrões de beleza irreais, por meio de filmes, comerciais, alterações em fotos, para assim moldar a mente das pessoas e a forma como veem o outro.
Sendo assim, as pessoas passaram a não se sentir bem com a própria aparência, ocasionando doenças psicológicas em que induzem o vômito após as refeições para ficar nos padrões da mídia. Além disso, é comum ver adolescentes recorrendo ao uso de anabolizantes para maior hipertrofia muscular, como consequência, muitos problemas físicos acontecem e podem levar a morte. Assim também, várias cirurgias plásticas com risco de vida são realizadas diariamente, muitas vezes clandestinas. Dessa maneira, os relacionamentos estão cada vez mais baseados na aparência, sem criar fortes conexões.
Portanto, medidas são essenciais para a diminuição dos problemas decorrentes do culto ao corpo. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de consultas no SUS, providenciar o melhor tratamento psicológico, além de educadores físicos para que as pessoas se conscientizem que a saúde deve estar sempre em primeiro lugar. Além disso, o Governo deve fiscalizar e endurecer penas contra drogas e cirurgias irregulares.