O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 12/06/2019

Na Grécia Antiga se valorizava a forma atlética dos corpos, a prova disso foi à criação dos jogos olímpicos, nos quais os atletas usavam da beleza para homenagear, por meio de campeonatos, os deuses gregos. Na sociedade contemporânea, a busca por corpos perfeitos ascende vertiginosamente e o contínuo aumento de centros estéticos e academias no Brasil ratificam isso. Infelizmente, o culto à padronização corporal no mundo acarreta em problemas como transtornos alimentares e psicológicos, além de fomentar o preconceito.                                                                                                                    Para Aristóteles, “o homem é um ser social”, daí a busca pela aceitação comum dos outros, inclusive adaptando o corpo ao que um grupo determinou ser a beleza ideal. Para isso, muitas vezes, ocorre à procura de academias, centros cirúrgicos, métodos de desnutrição para perder peso e até mesmo anabolizantes para ganhar massa muscular. Tais métodos, comumente, visam objetivos extremos e rápidos que, nem sempre eram o desejo do indivíduo, mas que, devido às pressões externas, tornam-se a alternativa para se sentir incluído à sociedade. Ratifica-se isso em dados da empresa de produtos de beleza e higiene Dove, que alerta para o exorbitante percentual de 82,5% das mulheres pesquisadas pelo mundo, sentirem-se obrigadas à seguir um padrão “perfeito”.                                          Os padrões de beleza impostos pela mídia, além de causarem uma série de problemas físicos e psicológicos, ainda corroboram com a disseminação de preconceitos relacionados aos corpos que não se encaixam na premissa, como a atual “gordofobia”, onde descriminam indivíduos por estarem acima do peso. Segundo a psicóloga Vanuza Ferraz, a indústria cria estereótipos e modelos que influenciam a massa a buscar por padrão de belo e sucesso, como se tais fossem a garantia de felicidade. O que infelizmente só garante um efetivo aumento do preconceito com todos que não se incluem no dito “certo” e lucro para empresas de moda e estética que se sobressaem a preocupação com a saúde.         Em suma, para reduzir o problema referido, O Ministério da Saúde, junto ao Governo, poderiam promover campanhas que visassem ajudar pessoas que já sofrem de problemas como os citados, garantindo espaço nos hospitais. As mídias junto a internautas realizariam o trabalho online, como a disseminação de textos contra o padrão corporal, a fim de mostrar a todos que isso não passa de um ideal construído para engrandecer empresas estéticas. Somente assim, poder-se-á alcançar um Brasil de jovens esclarecidos e mais seguros consigo.