O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 17/06/2019

É indiscutível que a época renascentista aflorou o conceito de beleza e padrão a partir da valorização humanista, que enfatizava em suas obras a anatomia humana, e a perfeição do corpo. Entretanto, as mudanças continuas da padronização corporal, até o século XXI, fazem com que 83% das mulheres se sintam pressionadas a atingir a definição de beleza, enquanto 63% acreditam que ter um certo tipo de aparência é fundamental para ser bem sucedida, pesquisa essa feita pela Dove e publicada no ano de 2016. Portanto, as principais causas para essa problemática se encontram na própria mídia e na “cultura” do padrão de beleza criado pela sociedade.

Fato é que a mídia se tornou muito influente no mundo da estética e consequentemente no culto da padronização corporal. Prova disso são os novos meios de comunicação, como Instagram e YouTube, que trazem uma forte propagação da beleza, através das “digital influencers” , que se tornaram a principal inspiração do esteriotipo  físico, onde se valoriza procedimentos estéticos e regimes rigorosos , tudo para alcançar o padrão corporal. Consequentemente, tanta influencia através da mídia, se torna um caminho fácil para doenças como a anorexia, que se reflete como a busca desenfreada da perfeição corporal.

Cabe ainda pontuar, o aculturamento do padrão de beleza pela própria sociedade, que insiste em estabelecer um estereótipo a ser seguido. Nesse sentido, a ditadura da beleza faz com que doenças como transtornos alimentares se propaguem pela sociedade de forma intensa, como a vigorexia, novo transtorno que tem como característica a distorção da imagem corporal e o excesso de atividades físicas, tudo para que se alcance o padrão corporal gestado pela sociedade. Por conseguinte, o Estado tende a ter mas gastos com tratamentos desse porte, e uma preocupação maior com esse casos.

Portanto, a mídia juntamente com a sociedade se tornam os principais impasses para a descentralização do estereótipo corporal. Nesse sentido, deve-se haver uma mobilização social, patrocinadas pelas próprias redes sociais como, Instagram, Facebook e Twitter,   para que se tenha a conscientização do mal que o excesso da beleza pode trazer aos dias atuais. É necessário também a criações  de campanhas mundiais, com o apoio das principais empresas de estética ,visando atingir principalmente o sexo feminino,  para que haja a desvalorização do culto ao corpo perfeito. Com isso, espera-se que essa problemática seja sanada de maneira rápida e eficaz.