O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 28/07/2019
“O importante não é viver, mas viver bem” segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Contudo, a necessidade de se encaixar em padrões considerados “ideais” para a sociedade, afasta o Brasil diante de tal pensamento. Com isso, ao invés de tentar aproximar da realidade vivida por Platão, não só a propagação de corpos ,humanamente, inalcançáveis por meio de revistas ou outdoors, como também o meio educacional acabam contribuindo para a situação atual.
Em primeira analise, é importante ressaltar, a erronia propagação pelas as mídias, de corpos, humanamente, inalcançáveis. De fato, fotografias para divulgação de produtos não é considerado um crime, contudo, a manipulação das imagens de modelos, por meio do photoshop, para a construção de corpos e rostos perfeitos acaba causando problemas de auto-estima para as pessoas. De modo, que pode ser notado na falta de segurança da pessoas em relação si mesmas. Então, é notável, que é necessário um monitoramento no que vai ser exposto para a sociedade, para que não afete ninguém negativamente.
Faz-se mister, ainda, salientar o fator educacional como impulsionador da problemática. Segundo Immanuel Kant, filosofo prussiano, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Logo, é possível interpretar tal pensamento, como a importância do meio educandário para a formação de um individuo, o qual impacta em seu jeito de ser. Porém, a escassez de uma boa educação apenas faz com que o impasse perpetuasse no Brasil, e isso é perceptível nos autos indices de bullying, nas escolas, ou seja, a intolerância com o diferente, aquele que não é padrão.
Infere-se portanto que medidas são necessárias para resolver o impasse, de modo que vissem um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), introduza em ambiente escolar palestras e debates sobre valorização pessoal e sobre a importância de respeitar as diferenças alheias, de forma que incentive os estudantes a se aceitarem e a respeitarem as diferenças de todos ao seu redor. Além de que, as mídias monitorizem aquilo que será lançado ao público, de maneira que não engane o espectador e não influencie negativamente em sua vida. Consequentemente, o Brasil poderia superar a problemática e conseguir viver mais próximo da realidade vivida por Platão.