O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 15/07/2019
Conforme o pensamento do Sociólogo Francês Émile Durkheim, a sociedade é análoga a um “Organismo Vivo”, constituído por órgãos que interagem entre si. Desse modo, para que o tecido celular funcione de forma igualitária e coesa, é necessário que os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Entretanto, paralelamente a essa corrente filosófica, prevê-se que a prerrogativa legal encontra-se distante na efetivação, o que tem crescido de forma exponencial às discussões acerca do culto à padronização corporal na contemporaneidade e somente ações contrárias devem frear essa problemática. Nessa ótica, mediante à esfera comunitária, notam-se dois fatores importantes: a inércia estatal e o intelectualismo alienante.
Em primeiro lugar, é imperativo pontuar que a Questão Constitucional e sua aplicação seja um dos mediadores do problema. Prova disso, segundo a pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, constatou-se que 83% das mulheres entre a faixa etária de 33 aos 37 anos, sentem-se pressionadas ao atingirem a definição de beleza. Conquanto, diante dessa perspectiva, evidencia-se a fragilidade do Poder Público em oferecer um sistema de Saúde eficiente aos indivíduos em escala macroscópica nacional e a facilidade desse número total registrado tornar-se constante, viabilizada por negligência estatal, devido à ausência de fiscalização e administração por parte de alguns órgãos públicos, como também a precariedade cognitiva da população para identificar tais controles propagados aos padrões de belezas ideológicos.
Em segundo lugar, nessa temática, destaca-se o intelectualismo alienante que ainda é o agente ativo desse impasse. Sob essa realidade justaposta, em consonância com o sociólogo alemão Dahrendorf e sua teoria materialista, postula a ideia por meio do livro “A lei e a ordem”, A anomia é uma condição social, a qual afirma que o comportamento dos indivíduos perderam suas validades. Nessa lógica, fora das páginas, ações estatais são imprescindíveis para garantir a transposição de barreiras propiciadas pela inércia dos fatos sobre o problema.
Portanto, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), como instância máxima dos aspectos educacionais, deve com urgência, adotar estratégias psicopedagógicas para evitar o culto à padronização corporal refratados aos alunos. Essa ação pode ser feita por meio de palestras e simpósios ministrados por especialistas do assunto, as quais elucidem a importância de combater tais práticas infringíveis à constituição civil, com o objetivo de promover criticidade e Educação sócio-cultural no ambiente escolar. Por conseguinte, na tentativa de aplicar o “Organismo Vivo”, compete o Governo Federal, por meio de leis específicas, adotar uma postura mais engajada e efetiva a respeito.