O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 16/07/2019
O curta-metragem “Supervenus”, dirigido pelo francês Frédéric Doazan, retrata as diversas cirurgias plásticas às quais as mulheres se submetem para se encaixarem em um padrão. Infelizmente, esse cenário é visto no Brasil e acarreta diversas consequências. Entre elas pode-se citar a superficialidade da população e as doenças físicas e psicológicas.
Em primeiro lugar, observa-se que a sociedade se torna cada vez mais superficial, visto que está preocupada apenas em cuidar do corpo e se esquece do cuidado com a mente. Essa ausência de preocupação produz uma população estressada e sempre pressionada a atingir o corpo perfeito. Dessa forma, as pessoas têm pouca profundidade e são extremamente fúteis.
Somado a isso, as doenças físicas e psicológicas estão presentes na padronização corporal. A filósofa e poetisa, Viviane Mosé, afirma que não há uma valorização do corpo, mas sim um da imagem do corpo. Sendo assim, a sociedade não se preocupa com a saúde e se submete a dietas rigorosas e procedimentos estéticos desnecessários, o que pode gerar complicações. Além disso, quando o corpo tão sonhado não é atingido, há uma tendência das pessoas se deixarem levar pela depressão, que ocasiona, em casos mais graves, suicídio.
Fica claro, portanto, que a padronização corporal no Brasil gera consequências, o que implica ações urgentes. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em parceria com a escola, promova e aprofunde o cuidado com a mente, por meio de palestras e conversas, a fim de amenizar a superficialidade da futura geração. Ademais, é importante que que a mídia, com um papel de influenciadora digital, incentive a aceitação do corpo, por meio de propagandas e campanhas, com o objetivo de garantir a diversidade de cada um. Espera-se que, dessa forma, o curta-metragem “Supervenus” fique apenas no cenário virtual e não s efaça presente na realidade.