O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 26/07/2019
Ditadura da beleza
Em 2014, a cantora norte-americana Beyoncé lançou a música Pretty Hurts, a beleza machuca, em português. Tal obra reflete sobre sobre a imposição de padrões de beleza às mulheres, o que é uma problemática atual no Brasil. Nesse contexto, é válido analisar o papel na massificação no problema e as consequências dessa imposição.
A priori, é preciso destacar que os padrões de beleza são impostos por meio de um processo de massificação. Segundo o filósofo espanhol José Ortega, o cidadão atual sofre influências, de maneira que, todos tendem a ser iguais. Dessa forma, as empresas de beleza, por meio de propagandas, impõem padrões aos consumidores, de modo que se sintam persuadidos a comprar seus produtos. Por conseguinte, é criada uma ditadura da beleza.
Ademais, a criação de padrões beleza traz drásticas consequências. Uma vez que, na busca pelo corpo perfeito muitas pessoas submetem a procedimentos altamente perigosos e invasivos que podem causar a morte. Em 2015, a apresentadora Andressa Urach teve graves complicações de saúde após passar por um processo de aplicação de hidrogel nas nádegas e pernas. Assim, a ditadura da beleza é altamente perigosa.
Torna-se evidente, portanto, que o culto à padronização corporal precisa acabar. Nesse aspecto, cabe a mídia exercer seu papel de informar, ao promover comerciais na televisão e internet sobre a importância de aceitar o próprio corpo e explicitar as consequências do culto a padronização, para que a população se conscientize acerca do tema. Além disso, o governo deve criminalizar os procedimentos estéticos invasivos e que possam trazer danos à saúde. Dessa maneira, pode-se vislumbrar um futuro em que a ditadura da beleza só ocorra na música de Beyoncé.