O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 09/08/2019
Segundo Albert Einstein, duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, mas em relação ao universo, ele ainda tem dúvidas. Nesse prisma, observa-se que, tanto as mulheres como os homens contemporâneos buscam, de forma inepta, um padrão de beleza criado em suas imaginações. Tal atitude prejudica tanto psicologicamente como fisicamente (quando em excesso) a saúde humana.
Mormente, não é mais novidade surgir um termo novo para mais um distúrbio relacionado às doenças que cultuam o corpo perfeito, já que até antes, as patologias eram limitadas à anorexia e bulimia, hoje já se fala em: vigorexia, tanorexia e veganismo sem acompanhamento profissional. Vale ressaltar que segundo a Universidade de Brasília (UnB), de 5% a 18% dos pacientes anoréxicos morrem em decorrência da doença e que a bulimia pode evoluir para o câncer do esôfago, corroborando para o entendimento de que as consequências transcendem à questão mental.
Aliado a esses fatos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plásticas (SBCP), no ano de 2018, o Brasil teve um aumento de 8% das cirurgias estéticas em relação a 2014, e as aplicações de botox e preenchimentos em geral passou de 390% na comparação com o mesmo ano. Indubitavelmente, a nova cultura global dá sua contribuição, pois a mídia e as redes sociais priorizam certos padrões estéticos (mulheres siliconadas, homens fortes, ambos com dentes bonitos) criando um “darwinismo corporal”, fato que acaba gerando frustrações em quem não dispõe de tal beleza.
Diante dos fatos, o Ministério da saúde deve criar programas em que pessoas com anorexia, bulimia, vigorexia sejam acompanhadas por médicos e psicólogos até o fim do tratamento. A mídia fará campanhas conscientizando as pessoas sobre as consequências da obsessão pelo corpo perfeito, trazendo personalidades sem os padrões exigidos pela sociedade contemporânea para estimular as pessoas a aceitarem da forma que são, e ou demonstrar até onde vai o limite da busca pela beleza.