O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 08/08/2019

Consoante a canção “Índios” da banda Legião Urbana, nos deram espelhos e vimos um mundo doente. Transferindo esse contexto para a realidade, no Brasil contemporâneo nos deparamos com uma sociedade doente pela busca do que é considerado o padrão ideal. Sendo assim, nota-se que tal esteira é um problema no país devido entre outros fatores, aos riscos que as pessoas se expõem em procedimentos cirúrgicos, e também a exclusão social daqueles que não seguem essa linhagem.

Em primeira análise, cabe analisar os riscos desnecessários de se submeter a demasiadas cirurgias no intuito de se encaixar nos ideias postos pela sociedade de forma equivocada. Tendo em vista a pressão estética social, muitas pessoas se tornam alienadas quanto a isso, deixando se levar na busca por um corpo semelhante aos que a mídia publica, muitas vezes sem ter em mente as inúmeras mudanças feitas em editores de imagem antes que aquela foto chegasse até o público. Sob esse viés, se sujeitam a diversas cirurgias que em muitos casos ameaçam sua própria vida.

Em segunda análise, se faz mister analisar a exclusão social aos que não seguem os padrões estéticos. Inquestionavelmente, os indivíduos que vão contra o modelo imposto sofrem intolerância estética. Nessas circunstâncias muitas vezes na escola, no trabalho ou em diversos outros locais a pessoa é julgada pela cor da pele, do olho, pelo tipo de cabelo, se é gorda ou magra e a lista vai além, essa atitude —caracterizada como discriminação— acaba por afetar a vida da vítima que posteriormente pode ocasionar inclusive problemas psicológicos. Logo, urge a necessidade de medidas que provoquem um pensamento racional da sociedade análogo ao ideal de Machado de Assis, que afirma que os adjetivos passam, mas os substantivos ficam.

Portanto, medidas devem ser tomadas afim de atenuar os impactos dessa estigmatização física criada pela sociedade. Desta forma, cabe ao Ministério da Saúde, promo

Além disso, cabe também a mídia promover campanhas que se posicionem contra essa padronização por meio de seus agentes —programas de TV, canais do YouTube e demais protagonistas do meio—,com o propósito de que por intermédio da influência dos mesmos a população se convença de que beleza não tem padrão.