O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 09/08/2019

Na contemporaneidade, vive-se uma aldeia global capitalista, com novas tecnologias e medicina sempre atuantes. Entretanto, todo esse avanço serve para alimentar uma Industria Cultural, que impõe seus padrões a todo custo, sem respeitar a diversidade no Brasil. Isso, acaba sendo um problema e, portanto, deve haver um debate  a cerca dos seus aspectos com o  fito de ser mitigada essa imposição.

É preciso considerar, antes de tudo, que as pessoas buscam aceitabilidade e, na sociedade capitalista, isso é sinônimo de estar no padrão estético imposto pela mídia de massa. Isso se evidencia na massificação dos gostos, produzidos pela Industria Cultural que -infelizmente- ignora que as pessoas são diferentes  esteticamente. Isso, porém, é uma massa de manobra das indústrias e grandes conglomerados para estimular o consumismo e, ao impor seu padrão ignorando, desse modo, que o Brasil é intensamente plural e miscigenado. Consequentemente, as pessoas gastam muito dinheiro tentando alcançar um padrão, propositalmente inalcançável, e se frustram quando não conseguem, o que acarreta em distúrbios de saúde tanto mental quanto físico.

Ademais, cabe analisar também, que a padronização de corpos gera uma maior discriminação social. Isso se evidencia por, periodicamente, se mudar o conceito de corpo padrão, para que as pessoas, ignorantes a manipulação que sofrem, tentem alcançá-lo. Para isso, são inúmeras cirurgias estéticas, cremes anti-imperfeições e  cosméticos com diferentes funções, para uma mesma finalidade alcançar o padrão. Em contra partida, são muito caros o que acaba por definir que os mais prejudicados são os menos favorecidos economicamente, e acabam se sentindo fracassadas e inferiores por não poder estar nesse padrão, injustamente, imposto pelas classes dominantes. Assim, segundo jornalista Pedro Bial, não leiam revistas de moda, a única coisa que promovem é a baixa autoestima.

Por isso, fica evidentes, que medidas devem ser tomadas a fim de lidar com esse impasse social. Dessa forma,o Ministério da Saúde deve, em parceria com veículos de massa, promover conteúdos, pelas mídias televisivas, que visam ressaltar a importância da diversidade estética, a fim de contribuir com   sociedade para intensificar  que todas as diferenças devem ser respeitadas, independente de sua religião, classe, cor ou opção, seja através de novelas ou reportagens, aplicando multa caso esteja segregando ou satirizando determinados tipo de beleza. Além disso, o Ministério da Educação, deve contribuir para a erradicação dessa problemática, intensificando o debate nas escolas, no que tange ao respeito as diferenças, tais debates podem ser abertos a comunidade local também. Só assim, segundo o  sociólogo Paulo Freire, a sociedade brasileira poderia atingir a libertação desse marasmo intelectual, através da educação.