O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 11/08/2019
Desde a Grécia Antiga, as exibições de um corpo perfeito tornaram-se frequentes com o início dos jogos olímpicos, mas o maior motivo dessa amostra era a obtenção de resultados esportivos. Contudo, nos dias de hoje, o objetivo é a excessiva busca pela beleza, que acaba gerando problemas de saúde tanto ao corpo quanto à mente, já que, em razão do exagero, pessoas se pressionam ao ponto de não respeitar seus limites.
Mormente, não é mais novidade surgirem notícias que envolvam alguém que veio a óbito por motivos de bulimia, vigorexia ou tanorexia, pois segundo a Universidade de Brasília (UnB), de 5% a 18% dos pacientes anoréxicos morrem em decorrência da doença. Esse cenário começa a se desenvolver em razão de comentários na escola, em casa, no trabalho ou qualquer forma de interação social, e leva a pessoa a procurar tratamentos caseiros, sem se importar com as consequências, onde muitas vezes os parentes ou conviventes só percebem quando a patologia se apresenta explícita.
Aliado a esses fatos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plásticas (SBCP), no ano de 2018, o Brasil teve um aumento de 8% das cirurgias estéticas. E um fator que chama a atenção é que muitos dos que fazem a cirurgia já tem uma bela aparência. Mas devido à pressão que exercem psicologicamente sobre si, e ao padrão que a própria sociedade criou
Diante dos fatos, o Ministério da saúde deve criar programas em parceria com os municípios, em que pessoas com anorexia, bulimia, vigorexia sejam acompanhadas por médicos e psicólogos até o fim do tratamento, e conscientizando essas pessoas a se aceitarem e levar a elas as consequências de seus comportamentos. Além disso, escolas da rede pública e privada deverá ministrar palestras voltadas para o tema, na quais devem participar não só os alunos como os pais, para que possam entender como lidar com um filho (a) que desenvolva um distúrbio pelo motivo da busca por padrões estéticos.