O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 20/10/2019

No filme “O mínimo para viver” a atriz Lily Collins interpreta uma jovem que enfrenta diversos distúrbios alimentares e mostra o quão nocivo é o impacto do culto à padronização corporal. No Brasil, entretanto a situação não é diferente da encontrada na ficção. Por isso, é importante que um debate acerca desse assunto seja criado, para que suas consequências sejam discutidas.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, de acordo com pesquisas patrocinadas pela marca Dove, cerca de 83% das mulheres brasileiras sentem-se obrigadas a alcançar um certo padrão corporal já que, nos principais meios de comunicação, as mulheres magras são apresentadas como um esteriótipo a ser seguido. Tal fator corrobora para o desenvolvimento de graves distúrbios alimentares como bulimia e anorexia.

Além disso, a constante influência da mídia faz com que as mulheres se submetam a procedimentos cirúrgicos arriscados, como lipoaspiração e o uso de outras substâncias. Isso pode trazer consequências graves, por exemplo no caso da apresentadora Andressa Urach que, após utilizar a substância “hidrogel”, passou dias internada em estado grave e quase perdeu a vida.

Portanto, é importante que o Ministério da Saúde crie programas que forneçam suporte para quem sofre com distúrbios alimentares, oferecendo acompanhamento de psicólogos e nutricionistas. Grupos de apoio também podem ser recomendados por profissionais da saude, já que as pessoas poderiam contar suas histórias e trocar experiências. É necessário, também, que a mídia invista em diversidade, apresentando os vários modelos de corpos que existem, mostrando assim que não existe um único padrão a ser seguido e então, situações como as de “O mínimo para viver” e de Andressa Urach sejam cada vez menos frequentes