O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/09/2019
Em um mundo de redes sociais é comum classificar as pessoas baseando-se apenas em uma foto. Se a foto não estiver em boa resolução, fundo bonito ou a própria pessoa estiver fora do padrão pré definido isso já se torna motivação de violência, discurso de ódio e até preconceitos. Sendo assim, é preciso que esta cultura de padronização termine, pois impõe uma vida inalcançável para as pessoas que tentando buscá-lo colocam suas vidas em risco.
Primeiramente, é preciso lembrar que ninguém é igual, caso contrário não existia variabilidade genética e todos seriam clones. Para o filósofo Immanuel Kant o gosto é subjetivo, e não precisa ser justificado racionalmente. Contudo, no mundo líquido da ditadura da padronização tudo tem que ser o mesmo. Uma única perfeição. Para as mulheres cabelos longos e hidratados, um corpo magro, definido. Aos homens corpos bem definidos, cor de olhos, tipos de cabelo e até tons de pele.
Outro fato, é que se alguém não se esforçar para entrar no “normal” ou sair dele é destinado ao esquecimento. Como buscar a perfeição é algo de aclamação no mundo dos likes esta prática pode ser inofensiva. Porém esconde perigos como: anorexia, bulimia, desnutrição e ingestão, aplicação de substâncias podendo levar até a morte.Como exemplo da vocalista do grupo pussycat dolls, Nicole Scherzinger que usou e abusou da sensualidade, contudo para permanecer assim travava uma guerra secreta à bulimia.
Logo, é preciso pôr abaixo os parâmetros perfeitos, pois há pessoas colocando fins em suas vidas inconscientemente. Sendo assim, os veículos midiáticos junto aos orgãos de saúde como hospitais, postos, entre outros. Deveriam explanar o assunto para que desta forma mostram que ser perfeito é impossível é arriscado. E quem sabe desta forma as pessoas se conscientizem de que um corpo bonito não é tudo, e que tenham respeito pelo próximo do jeito que ele é independente de marca, cabelo bonito, entre outros.