O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 12/09/2019
Na Grécia Antiga, os gregos exaltavam o corpo masculino que era exposto nu nos ginásios e representava a beleza ideal. De maneira análoga, no Brasil contemporâneo, o culto à beleza física ainda é analisado como um padrão estético que provoca vários problemas. Isso se deve, sobretudo, ao poder da mídia e à padronização do corpo perfeito imposto pela sociedade. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
A priori, a influência dos meios de comunicação submete as pessoas à busca pela beleza corporal ideal. Isso porque, os modelos representados sempre apresentam um corpo atlético e forte, o que desperta um desejo nas pessoas. Um exemplo são as Miss e modelos exibidas pela televisão que são sempre magras. Isso mostra como o indivíduo está sujeito a buscar por esse tipo de corpo, o que ocasiona vários problemas. Dessa maneira, é notório que doenças físicas e psíquicas afetam essas pessoas e que precisa ser resolvido imediatamente.
Em segunda instância, a sociedade impõe uma padronização de beleza que precisa ser seguida. Por isso, as academias e as correções estéticas estão cada vez mais atrativas e, se não feitas de formas corretas, podem causar sérios danos à saúde. Exemplo disso é o caso do “Dr. Bumbum”, acontecido no Rio de Janeiro, em 2018, em que um médico realizava cirurgias em sua residência, o que é proibido, e levou vários pacientes a óbito. Isso retrata que os procedimentos devem ser feitos de forma correta e segura para que não cause danos à população. Diante disso, é necessário avaliar se vale a pena ir em busca desse padrão, de modo que a saúde da pessoa não seja prejudicada.
Portanto, medidas são necessárias para mudar a situação em questão. Cabe a mídia em parceria com as empresas de moda representar os vários tipos de beleza que existem, por meio de desfiles e exposições, para que as pessoas entendam que não existe um padrão de beleza ideal e que todos os tipos de corpos são bonitos. Também cabe às escolas ensinar as crianças que cada indivíduo tem o seu tipo de beleza, por meio de atividades didáticas, e assim possam fazer com que elas aceite mais a variedade corporal que existe e cresçam como uma sociedade que entende mais do assunto.