O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 15/09/2019
Na Grécia antiga o ser humano obtinha um ideal para o corpo perfeito, sendo valorizado os corpos magros e de musculatura definida. Atualmente essa padronização corporal está se fixando no Brasil e causando impacto na sociedade, pois os indivíduos podem exagerar na busca pelo resultado ideal e desenvolver problemas no psicológico e na saúde.
Primeiramente, é de fácil percepção a quantidade de academias que são construídas em apenas uma cidade. Esse fator está proporcionalmente ligado a maior demanda de pessoas em busca de um corpo que é considerado, por muitos, o ideal. No Brasil, esse “ideal” é possuir pouca gordura e mais massa muscular, porém, essa padronização não é alcançada por todos, mas é desejada por muitos.
No entanto, o problema está inserido quando as pessoas, principalmente mulheres, se sentem insuficiente por causa do seu corpo, podendo ser vítimas de transtornos alimentares. Um exemplo de transtorno alimentar comum em adolescentes é a anorexia, em que o indivíduo se sente gordo mesmo sendo magro, acarretado assim, uma busca exagerada pela magreza por meio de dietas rígidas desprovidas de nutrientes que são essenciais ao corpo.
Ademais, o fato de alguém não se sentir bem com o seu físico pode causar nela a necessidade de se afastar das outras pessoas, evitando sair, tirar fotos, se privando de tudo que seja público e assim, dando consequência a uma possível depressão.
Portanto, medidas são necessárias para combater esse impasse. Vale ao Ministério da Saúde se mobilizar e construir clínicas voltadas ao tratamento psicológico, disponibilizando profissionais para realizar consultas nas comunidades e assim, ajudar as pessoas que sofrem de depressão e transtornos alimentares devido a imposição social sobre os ideais padronizados de beleza.