O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 23/09/2019
A maioria das sociedades adota paradigmas corporais. Na Grécia Antiga, o corpo torneado de músculos era o ideal para os homens, enquanto para as mulheres, curvas sinuosas nos seios e quadris eram recomendáveis. Em torno dessas imagens toda uma cultura se formou, representada nos vasos e estátuas gregas. No Brasil hodierno não é diferente: existe um padrão da constituição física veiculado em diferentes meios. No entanto, isso se torna um problema quando as pessoas tentam alcançá-lo em detrimento da própria saúde. Assim, faz-se necessária a análise das origens e consequências dessa problemática.
A maioria das sociedades adota paradigmas corporais. Na Grécia Antiga, o corpo torneado de músculos era o ideal para os homens, enquanto para as mulheres, curvas sinuosas nos seios e quadris eram recomendáveis. Em torno dessas imagens toda uma cultura se formou, representada nos vasos e estátuas gregas. No Brasil hodierno não é diferente: existe um padrão da constituição física veiculado em diferentes meios. No entanto, isso se torna um problema quando as pessoas tentam alcançá-lo em detrimento da própria saúde. Assim, faz-se necessária a análise das origens e consequências dessa problemática.
Ademais, é imperioso destacar os malefícios ao bem-estar físico e mental gerados pela busca do corpo “ideal”. Consoante a psicanálise freudiana, o superego, responsável pela adequação do indivíduo ao meio, ao se sentir deslocado da norma imposta pela cultura, pressiona o ego, a identidade pessoal, a se adaptar àquela. Esse processo, intensificado pela mídia, gera ansiedade e depressão, que hoje, segundo o Ministério da Saúde, afeta mais de 50% dos brasileiros. Dessarte, infere-se que, com suas estratégias de venda, a indústria prejudicou a saúde da população.
Portanto, devem-se tomar medidas que minimizem esse problema. Urge, então, que os Ministérios da Saúde e Educação ajam em conjunto para criar campanhas, por meio de verbas governamentais, que desconstruam os imperativos corporais veiculados nas produções midiáticas. Isso pode ser feito mediante a exibição, nas redes sociais e na televisão, das imagens de diferentes padrões de beleza ao longo da história, demonstrando assim sua arbitrariedade. Além disso, essas peças publicitárias devem contar com a fala de profissionais da saúde que alertem sobre o perigo de atitudes de risco como bulimia e anorexia e recomendem comportamentos saudáveis. Tais medidas têm por fito melhorar o bem-estar dos brasileiros.