O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 27/09/2019
A valorização de um padrão de beleza não é algo atual, na Idade Média, já era possível observar um padrão entre as mulheres nobres retratadas em quadros como a “Monalisa”. Nos dias atuais, este culto a padronização tem se tornando cada vez maior entre os jovens, principalmente entre as mulheres trazendo com isto uma grande insatisfação com seus corpos.
Uma das principais propulsoras disto no Brasil é a mídia que em grande parte dos seus anúncios publicitários não há uma representatividade entre os atores, assim como em novelas e até mesmo jornais, mostrando que de forma não intencional que existe padrões para serem seguidos. Prova disto é a pesquisa realizada pela Edelman Intelligence sobre a pressão da beleza ideal em que 85% das mulheres brasileiras entrevistadas entre 18 e 22 anos sentem a necessidade de seguir um padrão de beleza imposto a elas.
Vale ressaltar que este quadro vem sendo mudado, a mídia nos últimos anos vem buscando uma melhora na problemática acrescentando pessoas fora dos padrões estéticos, como em propagadas de lojas de departamento como a Renner com modelos “plus size”. Ainda que seja pouco perto da imensidão de conteúdos que consumimos todos os dias.
Desta forma, vê-se a necessidade de algumas medidas serem tomadas. Portanto, como grande formadora de opinião, cabe a mídia brasileira ter uma ainda maior representatividade, colocando mulheres fora dos padrões em suas novelas, jornais e anúncios, afim de mostrar a diversidade e trazer uma maior identificação das mulheres, reduzindo assim a insatisfação com seus corpos. Tais medidas visam combater o empasse de forma democrática e precisa.