O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/10/2019
Em países estrangeiros, o Brasil é conhecido como o país do futebol, samba e até mesmo de forma machista “da mulher bonita”. Apesar de antiquado e sem base científica, o conceito de que existe um corpo ideal faz parte do inconsciente da população, e possui diversos efeitos negativos, tais como: depressão, ansiedade e bulimia.
Com a intenção de obter padrões inalcançáveis de beleza, mulheres sem supervisão de um profissional acabam alterando suas dietas de forma drástica. Isso é nocivo por dois motivos: Primeiro, a necessidade de alcançar um padrão pré disposto de beleza, causa danos psicológicos gravíssimos e até mesmo irreversíveis, tais como: depressão e ansiedade. Segundo, alterar a alimentação sem consultar um especialista pode causar diversos problemas a saúde como anorexia, deficiência vitamínica, baixa imunidade e etc.
A ideia de corpo ideal torna-se mais perigosa quando é levado em conta jovens e jovem adultos. De acordo com uma pesquisa conduzida pela Edelman Inteligence, é estimado que 85% das mulheres com 18 à 22 anos se sentem pressionadas à alcançar um determinado padrão físico. O fato de estas estarem em fase de desenvolvimento físico e psicológico, os torna mais frágeis a doenças fisiológicas e mentais, podendo até causar danos permanentes.
Com base no artigo quinto, o qual garante saúde à população, é essencial a intervenção do Estado sobre este impasse. Com a intenção de informar a população sobre os perigos psicológicos e físicos, cabe ao Ministério da Saúde, em ação conjunta com os Conselhos Federais de Psicologia, Nutrição e Medicina, realizar campanhas de conscientização em questão de bulimia e anorexia. Também cabe a população e as organizações não governamentais, protestarem contra a objetificação e a padronização do corpo. Com a soma destas ações o consciente coletivo poderá partir de comercial para saudável.