O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 23/10/2019
No século V a.C, na Grécia, existia uma cultura que cativava toda a população: a escultura humana, nela continham os traços corporais “perfeitos”, dos jogadores olímpicos, sendo que, os demais, procuravam métodos variados para ficar semelhante aos seus ídolos. Analogamente, o culto à padronização corporal, estendeu-se até o século XXI, que está comprometendo a saúde e o bem-estar da sociedade brasileira, logo, o capitalismo e influências externas, são fatores que colaboram para a situação atual. Dessa maneira, gera-se prejuízos no meio social.
É notório que, o capitalismo é um dos causadores da problemática. Segundo Zygmunt Bauman, estamos vivendo a Modernidade Liquida; para ele a sociedade atual é marcada pela fragilidade das relações sociais e as principais características da contemporaneidade são: falta de empatia e individualismo. Em paralelo, isso acontece porque, na sociedade hipercapitalista em que vivemos, a necessidade da obtenção de máximo lucro monetário faz com que as empresas estabeleçam padrões de beleza -magro, loiro, “nariz empinado”, olhos claros e entre outros- para impulsionar a venda dos seus produtos. Em decorrência disso, parte da categoria dos consumidores, acabam sendo influenciados por essas exigências, e com anseio de ser aceitos na sociedade, optam por métodos estéticos que ameaçam a própria integridade: física e mental.
Ademais, influências externas colaboram para a persistência da temática. Já que, de acordo com uma matéria exposta pelo “G1”, em 2018, mostra que; o corpo perfeito está naquele que se encaixa nos padrões de beleza impostos pela sociedade, e pode ser visto diariamente em academias ou em rodas de bate-papo falando sobre aquele último regime “milagroso”: indicado por sites aleatórios. Dessa forma, pode-se perceber que, os indivíduos são influenciados com facilidade. Consequentemente, essas pessoas não buscam ajuda de uma fonte realmente apta para lhe instruir de forma correta - na prática de exercícios ou em atividades saudáveis- e acabam comprometendo o seu bem estar rotineiro.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge ao Ministério da Saúde, criar, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que, detalhem as consequências que a realização de métodos estéticos aleatórios em busca do “corpo perfeito”, pode acarretar efeitos negativos na vida do ser humano e desmistificar essa “ditadura corporal”, sugerindo ao interlocutor, criar o hábito de sempre buscar ajuda de fontes confiáveis na hora de cuidar do seu corpo e sempre procurar métodos que não prediquem a sua saúde. Somente assim, poderá ser revertido esse culto a padronização corporal, que foi potencializado no século V, na Grécia, e efetivar uma sociedade livre desse bombardeio de padrões.