O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 19/11/2019
No Brasil, assim como pelo mundo todo, têm crescido o número de pessoas que se sentem pressionadas a buscar pelo padrão de beleza ideal imposto pela mídia (como corpos magros, cabelos lisos, rostos simétricos). No entanto, a pressão da sociedade sobre as pessoas têm sido tão grande a ponto de causar diversos desequilíbrios emocionais. Esses, que se tornam ainda mais presentes em países que não se investe suficientemente em profissionais aptos a identificar e tratar precocemente os transtornos emocionais, além da falta de campanhas que visam alertar às famílias sobre os traumas que essas podem ocasionar em certos tipos de críticas.
Por conseguinte, as famílias são as que mais colaboram para que esse tipo de violência se perpetue. Em geral, a pressão se intensifica sobre as meninas, sendo essas, criadas para se comportarem como princesas, serem magras e cuidarem sempre da aparência. No entanto, quando esses padrões não são alcançados, geram inúmeras críticas e desaprovações, chegando em muitos casos a se transformar em desequilíbrios emocionais. Além disso, no Brasil, são escassos os investimentos destinados à presença, em posto de saúde, de profissionais aptos à identificar transtornos psicológicos. Sendo lamentável, já que, a presença desses possibilitaria a identificação precoce do problema e seu tratamento. Além do mais, como visto no filme “A preciosa”, a protagonista encara diversos tipos de bullying tanto na escola quanto em casa, mas consegue apoio nos professores e consegue, com isso, ter esperanças para correr atrás de um futuro melhor.
Portanto, é necessário que o Governo disponibilize maior número de profissionais em escolas e postos de saúde, a fim de identificar e tratar os diversos transtornos psicológicos que têm afetado a população. Assim como, que o Governo promova campanhas que visam alertar as famílias e à escola da importância do apoio a esses jovens e a correta conduta a ser adotada para com as vítimas desse tipo de violência.