O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 04/02/2020

O conceito de belo muda constantemente de acordo com o tempo e a sociedade. Na Grécia antiga, por exemplo, o corpo cultuado era do homem, corpos musculosos, e a beleza feminina era advinda do imaginário masculino. Hodiernamente, o padrão ideal falado e procurado pelas pessoas, recai primordialmente sobre a mulher. Em vista disso, é necessário analisar os seus impactos e consequências.

Em primeira instância, é notória a influência que as redes sociais apresentam em relação aos jovens. O padrão estético é reforçado pelas mídias, nas redes sociais, em propagandas, influenciadores dentro do padrão, novelas, entre outros. Logo, as grandes empresas lucram por cima disso, a partir da compra de remédios milagrosos para emagrecer e procedimentos estéticos.

Outrossim, essa busca por um corpo perfeito traz sérios problemas, visto que quem não faz parte da minoria que consegue atingir esse padrão acaba sendo alvo de preconceito. Além disso, pessoas que buscam excessivamente essa estética tem tendência a adquirir doenças como bulimia, anorexia, depressão. Justamente, pela não aceitação do indivíduo na sociedade.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o a avanço da problemática no Brasil. Dessarte, a conscientização começa pelas próprias mídias, emissoras televisivas devem dar espaço a indivíduos que possuam um corpo fora do padrão, dando seu lugar de fala e também mostrar que maneiras rápidas de mudar a aparência traz sérios problemas à saúde. Ademais, o Ministério da Educação precisa promover palestras e debates nas escolas sobre padronização do corpo e bullying derivado dessa rejeição, além de dar assistência aos estudantes com psicólogos. Desse modo, a sociedade entenderá que o belo é exatamente a pluralidade, a diversidade existente.