O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 26/03/2020
A cultura grega destaca-se em vários aspectos, um deles é a sua valorização ao homem, ao corpo, a forma, a beleza baseada na harmonia. Durante a história, os padrões de beleza se alteraram, contudo, na contemporaneidade, é notório que os padrões estéticos do mundo ocidental assemelham-se aos gregos. A busca pelo corpo esbelto e tentativa de alcançar o padrão estético tornou-se um problema que bem gerando graves consequências na sociedade brasileira.
Dessarte, a sociedade está inclusa em um padrão mundial, que foi disseminado por conseguinte da globalização. Que faz com que, principalmente mulheres, comprometam sua saúde física com dietas completamente restritivas, que pode causar déficit de vários elementos importantes para o corpo. A saúde mental também se abala, comprometendo a autoestima e podendo desenvolver depressão e transtornos alimentares. E também a vida social, pois a pessoa pode a vir evitar a frequentar lugares para evitar comer, ou com medo de ouvir críticas sobre a sua aparência.
Contudo, a raiz dessa problemática é totalmente enraizada na sociedade ocidental. As pessoas já estão a anos acostumadas com esse tipo de padrão, e replica a pressão estética até mesmo na criação de garotas, que ainda não haviam desenvolvido esse senso de se auto criticar. A educação machista exige das mulheres o encaixe nesse padrão e continua replicando isso durante séculos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Ministério da educação deve promover palestras nas escolas com psicólogos, médicos e nutricionistas, juntamente com alunos e pais para conscientizar os perigos que essa situação causa a saúde, e como a família influencia nesse processo. Em adição o Ministério da Saúde deve realizar propagandas conscientizadoras na televisão e redes sociais, para alertar sobre as dietas restritivas, gordofobia e pressão estética, também com os mesmos profissionais da saúde.