O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 05/04/2020
Atualmente, segundo os dados colhidos pelo site PORTAL R7 em uma pesquisa feita (2019), cerca 54% das mulheres estão insatisfeitas com seu próprio corpo. Os questionamentos mais comuns são: o tamanho dos seios, quadril, abdômen, imperfeições na face. Uma insegurança que afeta homens e mulheres, na tentativa de esconder, disfarçar, diminuir, e aumentar. Na tentativa em que a sociedade os impõe para o enquadramento nos padrões de serem aceitos e fazer parte de um certo. Levando-as assim, irem em busca de uma das opções ilegais que é, o silicone industrial, a procura por ele é grande, e de fácil acesso, infelizmente. Ele é uma das alternativas mais rápidas e baratas para se alcançar o tão sonhado corpo perfeito, colocando assim em risco a sua saúde.
A padronização corporal no Brasil, é um assunto que tem feito vítimas, em estado físico, ou psíquico. A frustração ao tentar alcançar padrões inalcançáveis, a aparência vira uma obsessão, fazendo assim, se obrigando a fazer alguma intervenção cirúrgica. Gera-se dois tipos de transtornos, psicológico, desenvolvendo assim, a depressão, ansiedade, problemas com a autoestima, e alimentares, causando a bulimia, anorexia, e a vigorexia que é um novo transtorno alimentar.
As mídias sociais é um grande canal, e delas decidimos o que filtrar. São propriamente para isso, total liberdade de conteúdos. A problemática não está nas redes sociais, nos influenciadores, ela esta em nós, em nossa educação de como vemos, do que se absorve ou não, independentemente dos ‘‘influenciadores’’. A Youtuber Luiza Junqueira, usa em um de seus vídeos, o seguinte título: Sem corpo perfeito para o verão.
Não há um corpo específico para cada estação do ano. O padrão específico em que vivenciamos, e que, é um dos assuntos mais comentados nos dias atuais, é a autoaceitação, o autocuidado, onde defendem que, é mais fácil de se viver aceitando o corpo que se tem.