O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/04/2020
Os padrões de beleza em nossa sociedade vem se reinventando ao longo dos anos. Atualmente, o padrão de mulher ideal se encontra em uma mulher magra, de seios fartos e bunda durinha. Essa cultura ao padrão de beleza ideal, vem sendo empregado nas mulheres ainda quando crianças, geralmente por influência dos próprios pais. Porém, muitas dessas mulheres que buscam estar dentro dos padrões, acabam adquirindo distúrbios alimentares.
Muitas mulheres atualmente, procuram sempre estar dentro dos padrões em que é nos imposto por meio de redes sociais, novelas, revistas e concursos de beleza; como o famoso “Miss Brasil " onde mulheres de cada Estado brasileiro representam seu Estado no concurso, para que assim ganhe o titulo de a mulher mais bonita do Brasil. Durante a busca pelo corpo “perfeito”, muitas mulheres acabam desenvolvendo distúrbios alimentares, como a anorexia, na qual a pessoa sempre se vê acima do peso e controla tudo em que se ingere, e a bulimia onde a pessoa come sem medir quantidades porém busca eliminar a refeição por meio de um vômito forçado, como podemos ver no filme “O mínimo para viver” da plataforma de streaming Netflix, onde uma jovem de 20 anos em busca do corpo ideal acaba adquirindo transtornos alimentares, e sua trajetória com a doença vai se desenvolvendo ao longo da trama. Vale ressaltar que esses transtornos alimentares, se não tratados, podem levar a morte.
Esse culto à padronização encontrasse muito forte entre os adolescentes, idade na qual esses, ainda estão se desenvolvendo fisicamente e emocionalmente. Parte do pensamento de estar em forma com o próprio corpo é muito influenciado pelos pais desses jovens, os quais geralmente usam como argumento o fato de se a menina não estiver com um corpo “perfeito”, ela não encontrará um marido para casar, assim como é descrito no trecho “Ninguém vai te amar se você não for atraente” na música “Mrs. Potato Head” da cantora Melanie Martinez.
Devemos quebrar esse pensamento de que existe um corpo “perfeito” a ser seguido, pois essa linha de raciocínio pode gerar muitos conflitos internos nas pessoas, chagando até a causar problemas psicológicos graves. Deixar de seguir perfils de redes sociais que mostram uma vida exageradamente perfeita deve ser um ponto inicial para que os padrões de beleza não continuem se perpetuando, e acabar com a cultura de concursos de belezas, pois o mesmo, se mostra como um grande influenciador em relação a padronização corporal.