O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/04/2020
Em sua canção " pretty hurts" a cantora norte-americana Beyoncé diz em sua música que “a perfeição é a doença da nação”, e relata como a mídia influencia as mulheres a terem características físicas de um modo padrão. Entretanto, a mídia prevalece ditando padrões que não chegam a verdadeira realidade das mulheres.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer que o padrão é imposto todos os dias, no Brasil essa padronização também é divulgada pela mídia, pelas modelos de capa de revista, redes sociais etc, deixando a entender que para ser bela é necessário ser magra e até mesmo fazer cirurgias para alcançar as curvas desejadas, essa pressão de beleza chega a 85% das mulheres de 18 a 22 anos de acordo com a pesquisa comissionada pela Dove. Porém na vida real não é fácil alcançar esses desejos carnais, e que causa diversas consequências.
Em segundo lugar, querer ter uma aparência perfeita gera diversos riscos de ter transtornos alimentares graves, como anorexia, bulimia e vigorexia. Visando que existem processos dolorosos até chegar em um estado crítico e de sofrimento que precise de tratamentos profissionais. Além disso, vale ressaltar que vivemos em um mundo capitalista e que ao meio de tudo não é capaz de abranger toda a complexidade do problema e, que chega a ser cruel por existir diversos padrões corporais diferentes. Entretanto a mídia tem muito poder junto ao capitalismo, o que gera dificuldade em resolução ao problema.
Portanto, é necessário que todos tenham uma visão de que para ser belo não é preciso ter um corpo perfeito e ter a consciência que existem riscos dolorosos. Com a ajuda social para conscientizar, falar sobre o tema nas escolas e até mesmo pelas próprias mídias, aumentando a auto estima das pessoas em geral, não somente mostrar mulheres com padrão corporal, mas também incluindo todos os tipos de padrões diferentes, mostrando a realidade e que faça a sociedade compreender que existem diversos tipos de beleza e não somente o que a mídia impõe.