O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/04/2020

Os padrões de beleza impostos pela sociedade no Brasil, tem sido cada vez mais abrangentes e agressivos, onde a mulher desde cedo recebe imposições dentro da sua educação familiar e social que normalmente são elogiadas por sua aparência ou características físicas e não por atributos.

A industria da beleza é a que mais arrecada com essas imposições, mas devemos considerar que a beleza exigida muitas vezes não é natural pois vem de intervenções cirúrgicas, cosméticos ou programas de edições. Segundo dados da empresa de pesquisas Euromonitor Internacional, as vendas do setor de beleza e cuidados pessoais alcançaram um lucro R$ 109,7 bilhões em 2018.

Ao longo dessas exigências percebemos também a insatisfação e exclusão social, pois moldes são impostos através da influência midiática que trás uma carga social e a busca insaciável pela perfeição que não existe, pois cada individuo tem uma perspectiva de perfeição. As cobranças variam para cada mulher onde a “gorda deve emagrecer e a magra engordar”. Atualmente a sociedade alimenta valores invertidos, no qual todas as mulheres são afetadas, algumas desencadeando transtornos alimentares como, anorexia bulimia compunção alimentar levando-as a exclusão social por medo de não atingirem a exigência pedida.

Entretanto pautar a felicidade no esteriótipo não é o saudável, devemos analisar os números preocupantes que crescem no Brasil e de casos no mundo de suicídios devido a imposição de padrões. O site BBC Brasil chamou atenção para o aumento de casos crescente que tem sido de 10% ao ano desde 2002. Apesar dos dados a mídia tem o poder maior quando o assunto é beleza mas somos nós que devemos dar o primeiro passo rumo a liberdade sendo mais flexíveis e aceitando-nos pois isso é um processo de evolução.