O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/04/2020

O culto ao corpo tornou-se, nos dias atuais, cada vez mais frequente na adolescência e na juventude,constituindo uma verdadeira obsessão principalmente em adolescentes e adultos jovens. Diversos fatores de vulnerabilidade têm influência nos adolescentes que desenvolvem anorexia nervosa Valorização da magreza e repressão aos obesos. Culto ao corpo imposto pela mídia através de filmes, atrizes e modelos extremamente magras. Sociedade que exige uma competitividade e sucesso da mulher. Hereditariedade. Famílias muito críticas, rígidas, intrusivas e mães incisivas, com muita exigência em relação à definição corporal da filha. Relação afetiva distante com o pai, o qual aparece como figura mais fraca, e conflito com a figura materna. Além disso, essas padronizações não respeitam biótipos. O corpo humano é multidimensional e esteticamente plural por si só. Dentre tantas misturas e formas, chega a ser cruel eleger apenas uma como legítima e digna de representar o belo. Na busca desenfreada por se assemelhar a tal padrão, muitos chegam a arriscar suas vidas com procedimentos cirúrgicos arriscados e dietas que comprometem a saúde. Outro ponto que não se pode esquecer é que vivemos em um mundo capitalista, em que desejos e interesses são produzidos em massa. Para a indústria do consumo é mais fácil padronizar os gostos, pois, assim, promovem o consumo desenfreado. Hoje, já se ouvem vozes contrárias a esses padrões. Entretanto, a mídia ainda tem um poder muito forte nas representações sociais e, como forte aliada do sistema capitalista, contribui para que esses estereótipos sejam perpetuados.

É preciso resgatar valores. Mostrar aos jovens suas habilidades internas e promover o resgate da prudência para sensibilizá-los a manter sua saúde integral e seu potencial de crescimento e desenvolvimento físico. Orientar os jovens que viver é muito mais que ter, consumir e adquirir bens. O importante é Ser e não Ter ou Parecer. Viver é buscar, entender e dimensionar aquilo que nos caracteriza como seres humanos. É preciso pensar… questionar… ter consciência crítica… refletir. Só assim poderemos usufruir da liberdade que traduzo como consciência de limites. Livres, conduziremos nossas vidas.