O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 05/04/2020
Dentre as maiores invenções do século XX, os Meios de Comunicação de Massa ganham grande destaque devido à democratização da informação. No entanto, ao mesmo tempo que tais tecnologias trouxeram benefícios à sociedade, também possibilitaram a propagação de padrões estéticos que deixam a população refém do ideal de corpo perfeito. Torna-se necessário, portanto, entender as causas desse problema e analisar seus efeitos para solucioná-lo.
O estigma do corpo perfeito é imposto todos os dias. Seja em capas de revistas ou em tutoriais na internet, homens e mulheres com corpos torneados estampam o ideal de perfeição. O problema é que, no mundo real, esse padrão é quase impossível de ser atingido, resultando em uma sociedade frustrada por nunca alcançar o que lhe é imposto. O sentimento que se desenvolve é que, fora daqueles padrões, o homem não é saudável, desejado, belo e “apto para o consumo”.
O Brasil é palco de constantes cobranças para o alcance dos padrões estabelecidos, como foi observado em pesquisa realizada pela marca de cosméticos Dove, que apontou o país como acima da média global na porcentagem de mulheres que se sentem pressionadas a atingir o corpo ideal. Nesse sentido, as exigências aos estereótipos de beleza estão associadas a uma identidade nacional de forte culto à padronização estética
No mundo, os padrões de beleza podem gerar problemas de saúde pública. Portanto, é preciso que haja, com transformação e apoio da mídia, a reconstrução do conceito de padrão de beleza. Assim, por meio da amenização das propagandas mirabolantes e com modelos com diferentes proporções corporais, cor e etnia, diversificar o conceito de moda e inserir na sociedade a ideia de que cada um é como deseja ser, sem regras e tabus. É possível reeducar a população, também, a partir da educação formal que, com a ajuda de ONGs patrocinadas pelo governo com iniciativa privada.