O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: saúde e bem-estar social. No entanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao se analisar o culto à padronização corporal no país. Desse modo, a pressão social, em consonância com o isolamento social, são os principais pilares para esse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse cultural.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a tendência em se encaixar em modelos sociais é a grande potencializadora desse problema. Nesse sentido, o site “O Globo” divulgou uma pesquisa realizada pelos alunos da Universidade Federal de Fluminense, na qual informa que cerca de 72% da população descreve as mesmas características para um corpo perfeito. Sob essa análise, denota-se que, com a formação de padrões corporais, a sociedade tende a manifestar preconceitos com os indivíduos que estão longe desses modelos sociais, visto que existe uma pressão para essa obtenção.

Paralelamente a esse cenário, surge a exclusão social como consequência direta desse panorama cultural. Nesse contexto, o sociólogo Max Weber, em sua observação do comportamento do indivíduo na população, menciona que, ao não se enquadrar nos padrões ditados pela sociedade, o ser humano tende a se manter isolado dos grupos sociais. Dessa forma, ao existir pessoas que não conseguem ou não querem tangenciar os modelos sociais, o culto à padronização do corpo se torna uma ferramenta para a promoção do preconceito, uma vez que esse fato intensifica a exclusão social.

Fica evidente, portanto, a relevância das desconstruções de padrões para a melhoria do Brasil. Desse modo, as grandes mídias do país - tais como a Globo, SBT e a Record - deve, por meio das redes sociais, novelas e documentários, promover a exibição e a percepção de diferentes realidades, culturas e idealizações, com a finalidade de tornar o “padrão” como algo relativo, para dessa forma, acabar com o preconceito que são produtos desse problema cultural. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.