O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/05/2020
Para o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender o contexto que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Analogamente, mostra-se necessário entender o cenário atual para combater o culto à padronização corporal, visto que, a busca por esse padrão causa não só transtornos alimentares, mas também a insatisfação com o próprio corpo. Dessa forma, deve-se analisar as causas desse problema na vida dos brasileiros.
Em primeira análise, as mulheres buscam soluções extremas para serem incluídas. Sob tal ótica, elas procuram alternativas mais “fáceis” de conseguir resultados e, consequentemente, muitas vezes acabam com transtornos alimentares. Evidencia-se esse fenômeno em uma entrevista do site Estadão com a psicóloga Marina Oliveira, quando ela responde uma pergunta falando que os principais transtornos em relação a esse problema são a anorexia, bulimia e vigorexia. Desse modo, medidas devem ser tomadas, como a desconstrução do corpo padrão nas mídias sociais.
Ademais, vale ressaltar que, as fotos publicadas em redes sociais, revistas e blogs de modelos magérrimas fazem com que algumas mulheres se sintam insuficientes com seus corpos. Compreende-se, então, segundo o Dr. Aric Sigman, afirmou que mulheres que admiram padrões de beleza se sentem insuficientes e com baixa auto estima. Nesse sentido, está claro o poder que as mídias têm com seus consumidores, por isso, precisa tomar algumas providências que acabe com essa padronização.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para resolver o culto a padronização corporal no Brasil. Diante disso, cabe as mídias - redes sociais, televisão - promover a desconstrução do corpo ideal, como forma de excluir todo o padrão que são impostos as mulheres, por meio de publicações e debates sobre o assunto, a fim de incluir todas elas, para que não se sintam feias ou culpadas por ter o corpo que tem e se aceitar linda do jeito que é. Assim, todos viveriam felizes e sem precisar se preocupar com a perfeição que a sociedade estabelece.