O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 11/05/2020
O culto à magreza nem sempre foi o padrão imposto a ser seguido. Por volta dos anos 40, mulheres como Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor eram exaltadas por suas curvas e cabelos encaracolados. Hoje, os meios de comunicação e a sociedade ditam padrões de beleza bem diferentes, fazendo com que as mulheres que não seguem tal simetria, pensem que serão criticadas e excluídas socialmente e isso, de fato, quase sempre ocorre. Ademais, a busca por um corpo “perfeito” pode levar à várias doenças, tanto psicológicas quanto físicas. Portanto, é necessário acabar com esses modelos estéticos.
Primordialmente, em capas de revistas ou na internet, homens e mulheres estampam o ideal de perfeição. Mas no mundo real, esse padrão é quase impossível de ser atingido, o que causa uma população frustada por não alcançar o que lhe é imposto. Na busca desenfreada por se assemelhar a tal modelo, muitos chegam a arriscar suas vida em procedimentos cirúrgicos arriscados e dietas que comprometem a saúde. Por isso, é muito importante que as pessoas se amem e amem seus corpos. Dessa forma, não colocarão suas vidas em risco na procura de emagrecer ou de um físico bem definido.
Além disso, o desejo incontrolável pelo dito padrão de beleza, pode levar milhares de pessoas a desenvolverem problemas psicológicos e transtornos, entre eles, anorexia, bulimia e vigorexia. De acordo com a psicóloga clínica analista do comportamento Marina Oliveira, indivíduos perdem o convívio social para evitar se alimentar, deixando de ir a casamentos, bares, restaurantes etc., o que resulta em uma alimentação pobre em nutrientes. As consequências disso são a osteoporose precoce, redução do batimento cardíaco, baixa pressão e em alguns casos, o óbito. Em vista disso, é preciso que se reflita sobre essa representação corporal que nos é imposta a cada dia. Ninguém deve ter a saúde prejudicada para agradar a outros.
Por último, cabe às escolas, juntamente com ONG’s orientar a população sobre a importância da aceitação pessoal. A partir de palestras, debates em salas de aula, campanhas na internet e nas ruas desconstruir os padrões criados e promover a diversidade de beleza. A mídia, por sua vez, sendo formadora de opinião, deve promover uma reflexão aprofundada sobre o assunto. Essa medida pode contar com propagandas educativas e telenovelas que abordem o tema. Assim, a sociedade compreenderá que a singularidade da beleza está justamente no seu aspecto plural.