O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 10/05/2020

Não é de hoje que existem padrões de beleza, mas nem sempre o modelo ideal foi o corpo magro. Na década de 40, por exemplo, Marilyn Monroe foi considerada o ícone feminino com suas curvas acentuadas, porém, na atualidade, a mídia dita padrões irreais, o que gera problemas físicos e psicológicos, principalmente nas mulheres, pois são o alvo de revistas e artigos de moda. Dessa forma, visando o enfrentamento desse problema, constata-se a necessidade de discussões sobre os impactos e as consequências dessa padronização na contemporaneidade.

Primeiramente, pode-se citar que o estigma do corpo perfeito é imposto todos os dias. Seja em revisas ou na internet, o corpo ideal é sempre mostrado magro. O Problema é que na vida real, é quase impossível atingir esse padrão, resultando na frustração de milhares de mulheres. Segundo a revista Veja, 77% das jovens tem propensão a distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia, que são apresentados em diversos filmes, como por exemplo “O Mínimo para Viver”. Desse modo, vê-se o impacto que a padronização do corpo causa na sociedade feminina.

Ademais, vale ressaltar que a obsessiva importância com o corpo proporciona uma crescente corrida ao consumo de novidades estéticas. Prova disso são os inúmeros remédios vendidos para emagrecer e diminuir o apetite, também vê-se diversos tipos de cirurgias plásticas com o objetivo de alcançar o corpo perfeito. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ( SBCP), nos últimos dez anos, houve um aumento de 141% nos procedimentos em adolescentes, logo percebe-se a forte cultura do consumo com o corpo-imagem.

Portanto, é necessário medidas para solucionar esse impasse. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação em junção com o Ministério da Saúde ministrar palestras sobre o tema, em escolas públicas e privadas, através de educadores e profissionais da saúde. Para mais, O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária ( CONAR ), deverá regular com mais rigidez publicidades que incitam adoção de padrões estéticos irreais, a fim de que assim, a busca pela perfeição diminua e ocorra uma maior diversidade de aparências.