O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 11/05/2020

O narcisismo presente na sociedade atual se acentua cada vez mais, uma vez que grande parte da população busca o tão sonhado “corpo ideal” veiculado pela mídia. No entanto, essa busca incessante pode afetar a saúde física e emocional dos indivíduos. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias desse problema, que persiste influenciando a escolha imediatista de cirurgias plásticas e gera os transtornos alimentares.

A princípio, as pessoas optam por fazer cirurgias, visto que os resultados viriam mais rápido. Sob essa ótica, segundo o conceito de modernidade líquida do sociólogo Zygmunt Bauman, busca-se o prazer a qualquer custo, um querer constante de realizações. Nesse contexto, parte da população, escolhe cirurgias plásticas, ao invés de exercícios físicos e alimentação saudável, mesmo que cirurgias possuam vários riscos, tais como: infecções e hematomas.

Da mesma forma, influi os transtornos alimentares, posto que há uma ideia equivocada das pessoas de que se não comerem, por exemplo, vão alcançar um belo corpo. Nesse ponto de vista, consoante a psicóloga, Marina Oliveira, a anorexia, doença na qual a pessoa nunca se vê magra o suficiente, o indivíduo se preocupa muito com o seu peso, deixando de se alimentar na frente dos outros, isso sem contar que, em alguns casos, é feito indução de vômito para eliminar as refeições, tudo isso para satisfazer o desejo de ter seu próprio corpo “perfeito”.

Dado exposto, é imprescindível que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) criem medidas mais rígidas das propagandas, promovendo a maior diversidade das aparências, evitando a criação de um “padrão de beleza”. Além disso, o Ministério da Educação, junto com o governo, faça palestras e rodas de conversa nas escolas, ministradas por profissionais de saúde e professores, a fim de que esse senso comum de “corpo ideal” seja rompido. Só assim, este problema de da culto à padronização corporal no Brasil será resolvido.