O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 20/05/2020
No filme “O amor é cego”, o protagonista Hal é um homem que se relaciona apenas com mulheres de físico perfeito. Porém, isso muda quando ele é hipnotizado por um guru de auto ajuda para ver apenas a beleza interior das pessoas e acaba se apaixonando por Rosemary, uma mulher que foge aos padrões estéticos. Tal obra, embora fictícia, evidencia o culto a padronização corporal na sociedade moderna, situação que está intimamente ligada à mídia e a prejuízos à saúde. Logo, é válida análise dessa problemática.
Em primeiro lugar, é importante destacar que os meios de comunicação contribuem para a valorização excessiva da aparência pelas pessoas ao difundir a existência de padrões de beleza. Tal tese pode ser comprovada tendo em vista o fato de que a maioria dos filmes, propagandas e capas de revistas veiculam corpos de um único tipo físico: mulheres magras e homens musculosos. Com isso, suprimem toda a diversidade humana e fazem os indivíduos acreditarem que para serem considerados bonitos,precisam se adequar a padrões estéticos cruéis e inalcançáveis.
Em decorrência dessa situação, as pessoas têm a sua auto estima diminuída e sentem-se inseguras com sua aparência, de modo que, para adequarem-se ao que a mídia impõe como “belo”, submetem-se a procedimentos que podem prejudicar sua saúde. Dessa forma, observa-se ,na atualidade, indivíduos que desenvolvem transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, e inúmeros casos de cirurgias plásticas malsucedidas.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar esse problema. Cabe à secretaria de cultura do governo federal, por meio da destinação de verbas voltadas para este fim, desenvolver um projeto que incentive a veiculação pelos grandes meios de comunicação de produções artísticas que apresentem pessoas de diferentes tipos físicos a fim de que a ideia da existência de padrões de beleza possa ser progressivamente desconstruída.