O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/05/2020
O filme “O mínimo para viver” retrata a história de uma garota que sofre de anorexia e é obcecada em contar as calorias ingeridas por ela em cada alimento. No entanto, situações como essa estão refletidas na sociedade atual, na qual distúrbios alimentares são cada vez mais comum na vida de pessoas que buscam encaixar-se em padrões corporais impostos pela sociedade. É necessário, portanto, analisar tal realidade de modo a identificar os fatores históricos que motivam essa atitude e a influencia da mídia, bem como as consequências vigentes na sociedade.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que as mulheres são os principais alvos de padronização corporais, visto que a sociedade atual é traçada por uma criação machista. Além disso, desde a infância, meninas são evidenciadas à fatores estéticos, já que quase sempre são elogiadas apenas por sua beleza, em vez de valores e inteligência, por exemplo. Ademais, na atualidade, viu-se na mídia uma forma de disseminar padrões e vender produtos para alcança-los. Assim, as influenciadoras digitais, por exemplo, induzem seu seguidores a comprar cintas modeladoras e chás que prometem emagrecer, para conseguir um corpo igual ao delas. Dessa forma, vê-se um cenário de meninas em busca de corpos adultos precocemente.
Em segundo lugar, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve aumento de 141% nos procedimento em jovens. Dessa maneira, pode-se observar a influência da padronização entre o público jovem, que busca procedimentos estéticos para ser aceito e bem visto socialmente. Outrossim, sabe-se que as minorias sofrem constantemente, de modo a interferir na adimição de um emprego, e sofrerem constantemente com ansiedade, depressão e distúrbios alimentares. Vale lembrar do caso ocorrido em 2016, na Irlanda, em que uma menina de 11 anos cometeu suicídio por estar infeliz com sua aparência.
Diante dos fatos supracitados, conclui-se que medidas devem ser tomadas para que estereótipos determinados socialmente deixem de ser almejados a qualquer custo. Logo, urge que a família, por meio da educação desde a infância, dissemine a ideia de padrões, de modo a ressaltar outras qualidades, de modo a instruir essas atitudes perante aos seus colegas, para que não cresçam idealizando determinados padrões. Somando a isso, o governo, por meio da Mídia, deve veicular propagandas em redes sociais e televisão, que visam a quebra de exaltação de padrões, exemplificando através da diversidade corporal, para conter a exclusão social e incentivar aqueles buscam libertar-se desse estilo de vida.