O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/06/2020

Sabe-se que - de acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988 - o bem-estar social é um direito para todos os cidadãos. Entretanto, o fato do culto à padronização corporal estar abalando o psicológico de muitos jovens mostra que não é isto que ocorre na prática.

Em primeira análise, vale-se destacar que a mídia vem crescendo e influenciando cada vez mais os brasileiros, mas, nem sempre de forma positiva. Visando seu lucro, as empresas impõem padrões estéticos diferentes da maioria da população, assim, as pessoas compram os produtos na expectativa de ficarem iguais os modelos, porém, nem sempre ficam do modo que gostariam, causando, desta forma, constrangimentos e abaixando a autoestima dos consumidores. Além disso, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um aumento de 141% nos procedimentos em jovens de 13 a 18 anos. Este acontecimento é extremamente preocupante, pois mostra que estão insatisfeitos com os mesmo, assim, causando danos psicológicos como a insegurança, depressão, dentre outros.

Ademais, também pode-se salientar o pensamento do filósofo Platão, ele dizia que “o importante não é viver, mas viver bem”. Sendo assim, é de suma importância que os indivíduos tenham uma boa qualidade de vida e para isso é necessário que estejam bem com os próprios. Desta forma, é indispensável subterfúgios para resolver esta problemática da sociedade brasileira.

Portanto, é fundamental um ação do Ministério da Educação (MEC) que pode colocar psicólogos nas escolas, que estarão a disposição dos jovens, para ajudá-los a se aceitarem da forma que são e amar a si mesmo, assim, dando uma melhor qualidade de vida para eles. Outra forma, seria a gestão governamental dar incentivos as empresas para diversificarem seus modelos, para que possa inserir todo tipo de raça e forma física, deste modo, evitando que alguns se sintam inferiores por não estarem sendo representados.