O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 08/06/2020

Beleza não garante saúde

O chamado padrão de beleza ocidental não data de hoje. Nesse sentido, um corpo magro e definido simetricamente já era uma característica apreciada pelos antigos Gregos e Romanos. Por outro lado, possuir o corpo perfeito está afetando tanto a vida dos jovens atualmente que beleza e saúde conflitam. Dessa forma, é imprescindível definir até onde os padrões de beleza podem afetar os hábitos alimentares dos jovens.

A priori, encontram-se as inegáveis consequências da influência da beleza na saúde. Segundo dados da Sociedade brasileira de Medicina, mais de 150 000 pessoas morrem anualmente no mundo, por conta da anorexia. Essa doença, caracterizada por falta de apetite devido a uma rejeição à estrutura física, afeta principalmente mulheres jovens. Nessa conjuntura, as vitimas da anorexia sofrem de uma síndrome psiquiátrica que não é facilmente tratada. Dessa forma, as consequências desses distúrbios são graves e esses não devem ser menosprezados.

À vista disso, o culto à padronização corporal reflete na alimentação dos brasileiros. Além disso, as causas dos transtornos alimentares costumam surgir na adolescência. Nessa lógica, encaixam-se a influência dos amigos no comportamento adolescente e a busca por aceitação. Na puberdade, encontrar um lugar próprio no mundo parece exigir um determinado tipo físico. Sob essa perspectiva, muitas garotas tem atitudes nada saudáveis, originadas desse transtorno psicológico e alimentar em comum. Dessa maneira, considerando as suas consequências, essas síndromes psiquiátricas devem ser prevenidas.

Portanto, conceitos de beleza não podem sobrepor a saúde dos cidadãos brasileiros. Cabe ao Ministério da Saúde orientar os jovens e adultos a respeito da gravidade dessas doenças. Ademais, isso pode ser efetuado por meio de campanhas nas escolas, onde concentram-se os grupos de risco. Só assim, o governo poderá garantir saúde mental e física em detrimento dos padrões de beleza.