O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 12/06/2020

No filme “Mínimo para viver” da plataforma de “streaming” Netflix, a protagonista interpreta uma adolescente com distúrbios alimentares, tal qual é possível evidenciar sintomas como a distorção de imagem e a falta de apetite, recorrentes em pacientes com anorexia nervosa. Não obstante a realidade, o culto à aparência se tornou viral entre as mais diversas classes etárias. Seja por satisfação pessoal, ou por pressão da sociedade, é tácito que a indústria da beleza procura seu padrão do que é ser belo. Nesse sentido, convém frisar o contexto histórico da problemática e de que modo isso tem interferido na coletividade.

Primeiramente, cabe salientar que o imbróglio não é uma pauta que surgiu nos dias atuais. Desde há pré-história no Antigo Egito, a aparência sempre foi algo muito importante, comprava-se isso por meio de artefatos de cosméticos encontrados por historiadores ao longo dos anos. Todavia, com o passar dos séculos, a beleza continuou sua busca pelo exemplar de perfeição, que sem sucesso, se apoia na tecnologia na caça de novas técnicas para continuar a disseminar seu ideário nas suas mais diferentes áreas, tais como: a física, a moda e a estética.

Outrossim, vale ressaltar de que modo a situação tem afetado a população. Segundo dados liberados pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética(ISAPS), são realizadas mais de 3 milhões de cirurgias modeladoras anualmente, sendo o Brasil 2° lugar na classificação geral. Desse modo, é indubitável como a aparência se tornou um processo necessário para a ascensão do indivíduo na sociedade, no qual se dispõe a procedimentos invasivos e dietas absurdas na busca da autoaceitação e aceitação social.

Portanto, a fim de mostrar a sociedade como práticas exageradas podem se tornar um vício, medidas são necessárias para atenuar o impasse. Destarte, a Organização Mundial da Saúde(OMS), em parceria com os Nações, por meio de propagandas nas mídias sociais, alertar a população sobre os riscos desenfreado à busca da aparência perfeita, enfatizando as consequências físicas e psíquicas disso. Ademais, cabe a População o processo de reflexão acerca do culto à aparência em sua vida, para que identifique e retire todos os hábitos prejudiciais a ela. Sendo assim, o equilíbrio entre beleza e saúde seria uma realidade no mundo contemporâneo.