O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 13/06/2020
O culto a imagem do corpo perfeito não é um fenômeno do século XXI. Na Grécia antiga, a beleza e a perfeição do porte atlético masculino era glorificada e exaltada. Na contemporaneidade, tal ânsia pelos padrões estéticos se refletem na busca incansável por um físico irreal e inacessível.
Em primeiro plano, a idealização do corpo humano, estimulou que diversos adolescentes aspirassem alcançar tal modelo. Tal objetivo vem ocasionando uma série de problemas entre os jovens, como distúrbios alimentares e psicológicos. Dados indicam que doenças como à anorexia e a bulimia vêm ganhando mais espaço entre a população, e os números se tornam ainda mais preocupantes quando analisados entre adolescentes do sexo feminino. Além do mais, o culto à perfeição corporal acarreta também na elevação de casos de gordofobia, relacionando físicos que não se encaixam no padrão como sinônimos de infelicidade.
Em segundo plano, é inquestionável que a persistência dos padrões estéticos tem como grande aliado as redes sociais. No meio digital, páginas impõem disfarçadamente modelos corporais, e logo estes se refletem em nossa sociedade como objeto de desejo e semelhantes a prosperidade. Ademais, a juventude atual sente desesperadamente a necessidade de pertencimento, de tal forma que se prende fortemente à esperança de que aparência lhe concederia tal integração.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É preciso que o Ministério da educação promova palestras sobre aceitação corporal em escolas, ministradas por psicólogos e que busquem atingir o máximo de faixas etárias possíveis. Bem como, seria de suma importância que os pais exercessem maior gestão sobre o conteúdo consumido pelos seus filhos nas redes sociais, impedindo-os assim de se alienarem a pressões estéticas. Tais medidas combateriam a obsessão pelo corpo perfeito e incentivariam a aceitação e respeito entre todos.