O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 19/06/2020
Na Pré-história, houve a criação de várias estatuetas que tentavam representar o corpo feminino, tais como a Vênus de Willendorf. Estas esculturas remetem a existência de um padrão de beleza desde este período da história. Contudo, com o passar dos anos, o referencial de beleza se tornou mais coercitivo, e por consequência, as mulheres, principalmente, sentem-se obrigadas a ter o corpo “perfeito” imposto pela sociedade. Nesse sentido, convém avaliar os fatores que favorecem essa problemática.
De acordo com o G1, em uma pesquisa, 70% dos entrevistados admitiram já ter feito um comentário preconceituoso, como por exemplo- “ele(a) é bonito(a), mas é gordinho(a)”. Sob esta ótica, percebe-se que há um grande entrave para garantir a diminuição dos padrões de beleza. Uma vez que este preconceito estrutural se torna uma forma de opressão.
Ademais, pode-se salientar as redes sociais como um alavancador do problema. Sendo que estas mostram e idolatram constantemente os corpos femininos e masculinos “perfeitos” com modelos inatingíveis. Dessa forma, inúmeras pessoas se frustam ao não se enquadrarem nestes parâmetros ideais irreproduzíveis.
Interfere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse problema. Assim, as mídias digitais deveriam promover campanhas de autoaceitação para seus usuários, por meio da publicação de fotos de pessoas bonitas que não coincidem com os ideais de beleza. Para que dessa forma, a padronização corporal e o preconceito possam ser atrofiados. Consoante Voltaire, filósofo iluminista, “o preconceito é a razão dos imbecis”.