O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 23/06/2020

Beleza como mercadoria.

No livro “Quero ser belo”, Tânia Alexandre dá ênfase à personagem Clara conhecida por rotular-se a padrões estéticos. Infelizmente, a narrativa não destoa da realidade brasileira. O público feminino, principalmente, instigado pelo desejo à perfeição usa métodos, diversas vezes, incabíveis e maléficos à saúde.

Em “Sociedade do espetáculo”, obra escrita por Guy Debord, retrata a vida das pessoas como uma frequente performance. O pensamento se torna coerente quando comparado à conjuntura atual . Com a crescente exposição de protótipos corporais, as pessoas começam a exigir de si, perfeição, esquecendo o necessário - saúde.

Além disso, a influência ao uso de medicamentos e cirurgias inapropriadas, agravadas pela globalização e mídia, instabilizam o cenário da saúde. O surgimento de transtornos - anorexia e bulimia - são fenômenos colaterais dessa busca incessante pelo belo. Ademais, vale ressaltar o desconhecimento das consequências ao uso de medicamentos, a longo prazo, e, os riscos de uma cirurgia desnecessária.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas. Cabe à mídia implantar e estimular propagandas e acervos cinematográficos, por meio de um acordo entre veículos de informação. Para incentivar os cuidados com a saúde sem induzir padrões estéticos. Espera-se com essa ferramenta que o culto à aparência seja o conhecimento dos limites de cada corpo.