O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 08/07/2020
Desde a Grécia antiga o culto ao corpo perfeito era enraizado na sociedade, servindo sempre como parâmetro para o conceito de “belo”. Porém, nota-se a perpetuação desse conceito na modernidade, o que trás consigo, também, patologias coletivas. Dessa maneira, a corpolatria deve-se tanto à padronização da sociedade quanto à negligência estatal
Observa-se, em primeira instância, que uma das principais motivações para o impasse dá-se por um processo de formação sociocultural, o qual o eurocentrismo era o padrão correto- corpo magro- a ser seguido. À luz dessa ideia, o sociólogo francês Pierre Bourdieu, na teoria da violência simbólica, aborda que a sociedade exerce uma violência sem coação física, mas que causa danos morais e psicológicos às pessoas que divergem do padrão. Isso ocorre, principalmente, através de atos como o bullying e cyberbullying, acarretando consequências como a bulimia, anorexia ou até levar a morte da vitima.
Ademais, a negligência estatal contribui para o aumento dos casos de preconceitos em relação aqueles que desviam do padrão social estipulado, como a gordofobia. Nesse viés, o retrato brasileiro contraria o filósofo inglês Thommas Hobbes, no Contrato Social, quando afirma que o Estado, em troca da liberdade do cidadão, deve assegurar todos os direitos de forma eficiente. Tal realidade tupiniquim contraria o que é exposto devido à precariedade de campanhas que ensinem a quebrar essa padronização corporal. Por conseguinte, esses obstáculos interferem em uma boa convivência pessoal e social.
Urge, portanto, que o Governo- órgão máximo que legitima as leis- deve, por meio de uma reorganização orçamentária, promover palestras e peças midiáticas para os pais e professores- sobre como quebrar de forma incisiva o padrão corporal eurocêntrico e trabalhar uma melhor forma de aceitação pessoal- com o intuito de sanar as patologias relacionadas ao preconceito com o corpo. Além do mais, cabe a esse agente criar programas e propagandas relacionadas a esse assunto, para trabalhar desde cedo com o público jovem a melhor visão sobre seu corpo e quebrar o preconceito enraizado. Por fim, tudo isso levará a uma melhor convivio social