O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 20/07/2020
Datada da pré-história, a Vênus paleolítica representava o modelo de mulher daquele período, as quais possuíam corpos gordos e não eram discriminadas pela sua aparência física. Entretanto, com o passar dos anos, o culto à padronização corporal sofreu modificações no mundo todo, inclusive no Brasil. Nesse sentido, questões históricas e imposições de protótipos de beleza a serem seguidos, exigidos pela imprensa, são fatores que sustentam a problemática.
Em primeiro lugar, percebe-se que os padrões de beleza estão em constante transformação. No Renascimento, Leonardo da Vinci deu vida à Monalisa, uma mulher que correspondia à estética valorizada por muitas na Itália, fugindo da supervalorização do corpo magro que é cultuado nos dias de hoje. Diante disso, torna-se necessário respeitar quaisquer formas e tamanhos, visto que nem sempre a magreza foi considerada tendência.
Em segundo lugar, nota-se que as demandas da mídia no tocante à estética são muitas e estão em constante renovação, o que impede várias pessoas de acompanharem esse processo, culminando no desenvolvimento de transtornos alimentares e mentais. Segundo o sociólogo Noam Chomsky, a imprensa causa mais danos que a bomba atômica e deixa marcas no cérebro. Mediante ao exposto, é importante que os veículos de comunicações estabeleçam propostas inclusivas e não exclusivas.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Escolas e universidades devem, por meio de palestras com especialistas qualificados, desconstruir padrões e preconceitos relacionados à estética a fim de que a discriminação seja interrompida. Ademais, o Governo, por intermédio de campanhas, precisa estabelecer propagandas que incentivem a ideia de corpo livre, para que a saúde mental e física dos indivíduos sejam preservadas. Assim, todas as Vênus poderão viver em harmonia na sociedade.