O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 21/07/2020
Os Jogos Olímpicos, muito tempo atrás, tiveram origem na Grécia, frutos de uma grande apreciação grega pela atividade física, que tinha objetivo de manter um corpo bonito e saudável. Com o passar dos anos, essa busca pela aparência física se desligou da perspectiva de manutenção da vitalidade e bem-estar. Sobretudo, essa ideia de padrão corporal se mantém devido à intensa busca por lucro da indústria e um ambiente que já se encontra imerso nesse pensamento tão prejudicial.
Primeiramente, é visivel, assim com disse Karl Marx, que no mundo capitalista as empresas visam o ganho, às vezes em detrimento de outros fatores. Sob esse viés, a indústria de artigos de beleza se abstém, muitas vezes, de promover a busca saudável pelo corpo padronizado para potencializar os lucros. Evidenciando isso, é notória a circulação de muitas propagandas, favorecendo consumo inconsciente desses produtos.
Por conseguinte, o “marketing” imerge a sociedade nessa ótica estética e perpetua o culto à padronização corporal. Segundo o Sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo tende a agir e pensar como o grupo no qual está inserido. Nesse sentido, quanto mais expostos a essas idéias mais os cidadãos as internalizam, o que faz esse cenário ruim se propagar e se reafirmar.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para contornar esse desafio. Para tanto, o Governo Federal deve, por meio do Ministério da saúde, criar estações de saúde. Esses estabelecimentos devem ofertar atendimento gratuito à população com profissionais de educação física, nutricionistas, etc. Os prédios desses ambientes podem ser construídos em anexo a outros pertencentes ao Estado, como hospitais. Destarte, a orientação técnica ofertada vai impedir que a ideia errada sobre beleza se espalhe e ainda possibilitará um bom crescimento econômico das empresas de cosméticos, fazendo com que as pessoas busquem o desenvolvimento saudável do corpo, como na antiga Grécia.